Novo comprimido pode estar chegando
Em junho deste ano foram publicados os resultados de estudos com o orforglipron, o primeiro comprimido oral não peptídico da classe dos GLP-1. de Fase 3 bem-sucedidos, a empresa Elly Lilly confirmou que irá protocolar pedidos de aprovação regulatória global ainda em 2025 para o tratamento de obesidade e, futuramente, diabetes tipo 2.
O que diferencia este medicamento dos demais é sua forma oral prática, sem a necessidade de injeções, refrigeração ou restrições alimentares específicas, fatores que muitas vezes dificultam a adesão dos pacientes às terapias atuais.
Resultados dos estudos clínicos
Em junho de 2025, foram publicados no New England Journal of Medicine os resultados do estudo de Fase 3 que incluiu pacientes com diabetes tipo 2. Em 2023 no mesmo periódico foi publicado estudo de fase 2 em pacientes com obesidade. Os resultados demonstraram que o uso do orforglipron esteve associado a:
- Perda de peso significativa – em médias, os participantes com obesidade perderam 8,6% a 12,6% do peso corporal em 24 a 36 semanas.
- Redução da hemoglobina glicada (A1C) – houve queda média de 1,3 a 1,5% em 46 semanas, de acordo com dose, e melhora no controle do diabetes tipo 2.
- Perfil de segurança – efeitos colaterais semelhantes aos das versões injetáveis (como enjoo e desconforto gastrointestinal), geralmente de intensidade leve a moderada.
- Facilidade de adesão – o orforglipron é de uso via oral e não exige jejum prolongado ou ingestão de água limitada para funcionar adequadamente.

Como o GLP-1 age no organismo?
Os medicamentos da classe GLP-1 atuam em três frentes principais:
- Controle da glicemia – estimulam o pâncreas a liberar insulina quando a glicose está alta.
- Redução do apetite – retardam o esvaziamento gástrico, aumentando a sensação de saciedade.
- Proteção metabólica – ajudam a reduzir complicações cardiovasculares, que são comuns em pessoas com obesidade e diabetes.
Essa combinação explica os resultados expressivos tanto na perda de peso quanto no controle glicêmico.
Por que o comprimido é tão importante?
- Os medicamentos injetáveis da classe GLP-1, como semaglutida (Ozempic®, Wegovy®) e tirzepatida (Mounjaro®), já se consolidaram como aliados no tratamento da obesidade e do diabetes. No entanto, muitos pacientes enfrentam barreiras, como:
- Medo ou aversão a agulhas.
- Dificuldade de armazenamento (exigem refrigeração).
- Alto custo de produção.
O comprimido reduz esses obstáculos, oferecendo uma solução prática e com potencial de ampliar a adesão ao tratamento e com isso, reduzir as potenciais complicações associadas ao diabetes tipo 2 e obesidade .
O que isso significa para os pacientes?
Para quem convive com obesidade e diabetes, o surgimento de um comprimido eficaz representa opção de tratamento contínuo, acessível e menos invasivo.
Muitos médicos acreditam que o comprimido poderá ser usado como:
- Tratamento inicial para pessoas que preferem não começar com injetáveis.
- Terapia de manutenção, após alcançar o peso ou controle glicêmico desejado com injetáveis.

Considerações Finais
O orforglipron marca mais um avanço no tratamento da obesidade e diabetes, com potencial de oferecer resultados clínicos robustos aliados à praticidade.
E, se você deseja compreender melhor as inovações no tratamento da obesidade e diabetes como elas podem se aplicar ao seu caso, agende uma consulta com a Dra. Denise Momesso, endocrinologista especializada em terapias endócrinas e metabólicas.
Fonte:
N Engl J Med. 2025 Jun 21.
N Engl J Med 2023;389:877-888